← Voltar ao blogiFood · 5 ago 2026 · Equipe Up Assessoria · 6 min de leitura

iFood libera entrega própria para quem tem nota 3+: o que muda no seu delivery

iFood recuou e só obriga migrar para a logística do app quem tem nota 1 ou 2. Veja o que muda, por que sua nota virou moeda e as 5 ações para se proteger.

iFood libera entrega própria para quem tem nota 3+: o que muda no seu delivery

O iFood recuou na obrigatoriedade de migrar todos os restaurantes para a logística própria da plataforma em duas cidades-piloto. Agora, quem tem nota 3, 4 ou 5 no programa Super continua livre para entregar com os próprios motoboys. Na prática, sua avaliação virou o que decide se você mantém o controle da entrega.

O que aconteceu

No começo de julho, o iFood comunicou que todos os restaurantes de Uberaba (MG) e Imperatriz (MA) migrariam, em agosto, para o "plano Entregas" — ou seja, todo pedido feito dentro do app teria que ser entregue por motoboy da plataforma, sem opção de logística própria.

A reação de restaurantes e entidades locais foi forte. Depois de conversas com o setor, a empresa revisou o plano. Segundo o Jornal de Manhã, a migração obrigatória passa a valer apenas para os estabelecimentos com score 1 ou 2. Quem tem nota 3, 4 ou 5 escolhe como quer operar: entregadores próprios, modelo híbrido (Flex) ou logística completa do iFood (Full).

Em nota, a plataforma afirmou que manteve o objetivo de ampliar a eficiência operacional, mas revisou a forma de conduzir a transição para deixá-la mais alinhada às diferentes realidades dos parceiros.

O detalhe que mais importa para você: de acordo com a Associação Comercial e Industrial de Uberaba, cerca de 87% dos restaurantes da cidade têm nota 3 ou mais — ou seja, a grande maioria manteve a autonomia. A minoria mal avaliada é justamente a que perde a escolha.

O que muda na prática

SituaçãoAntes (plano anunciado)Agora
Nota 1 ou 2Migração obrigatóriaMigração obrigatória (Flex ou Full)
Nota 3, 4 ou 5Migração obrigatóriaLivre escolha: própria, Flex ou Full
AbrangênciaUberaba e ImperatrizUberaba e Imperatriz (segue como piloto)

As duas cidades continuam sendo teste para uma possível expansão nacional. É isso que transforma uma notícia regional em assunto seu, mesmo que seu delivery fique em Belo Horizonte, São Paulo ou Salvador.

Por que o iFood quer sua entrega

A justificativa da plataforma é de performance: segundo o próprio iFood, restaurantes que operam com a logística do app registraram crescimento médio de 40%, contra um avanço menor entre os que mantiveram entrega própria.

Vale ler esse número com cuidado — ele é da plataforma, não de um estudo independente, e compara grupos que já eram diferentes entre si. Restaurante que adere à logística do app costuma ser o que já investe mais em operação. Ainda assim, o dado aponta uma direção real: o iFood empurra distribuição para quem entrega dentro do padrão dele.

Quem migra também recebe campanhas promocionais, taxas de entrega reduzidas, acesso prioritário a ferramentas de crescimento e suporte dedicado na transição.

O recado por trás da notícia: sua nota virou moeda

Esse é o ponto que quase ninguém comentou. A nota do Super deixou de ser só um selo de vitrine e passou a ser o critério que define quanta liberdade operacional você tem.

Antes, nota baixa custava posicionamento na busca e conversão. Agora ela pode custar o controle da sua última milha — e, junto, a margem, o contato com o cliente e a possibilidade de puxar esse cliente para o seu canal direto depois.

Se você está entre 1 e 2, o risco é concreto. Se está em 3, está a um trimestre ruim de virar obrigatório. Nos deliveries que a Up acompanha — como Forneria Gourmet, Templo do Kalzone e Java's Burger — as alavancas que mais mexem nessa nota são sempre as mesmas: tempo de preparo realista, embalagem que chega inteira e resposta rápida a avaliação ruim.

O que fazer agora: 5 ações

1. Descubra sua nota do Super hoje. Está no Portal do Parceiro. Não é a média de estrelas do cliente — é o score do programa, que junta cancelamento, atraso, tempo de preparo e avaliação. Se você não sabe seu número, essa é a tarefa da semana.

2. Se está em 1 ou 2, trate como emergência. Ataque primeiro cancelamento e atraso, que pesam mais que avaliação. Ajuste o tempo de preparo para o real, não para o desejado — reduzir o tempo de preparo do jeito certo sobe sua posição na busca e sua nota ao mesmo tempo.

3. Suba a avaliação com rotina, não com sorte. Resposta a review, conferência de pedido antes de fechar a sacola e embalagem correta resolvem a maior parte. Veja as 8 ações para chegar perto do 4,9 e escolha a embalagem que não vaza.

4. Faça a conta antes de escolher Flex ou Full. Se a migração chegar até você, compare custo por entrega, raio atendido e o que acontece com pedidos fora da área. Logística do app pode compensar em bairro difícil e destruir a margem em entrega curta que seu motoboy já fazia barato.

5. Reduza a dependência antes de precisar. Essa é a lição de fundo. Quem tem canal direto rodando não entra em pânico quando a plataforma muda a regra. Comece por montar seu delivery próprio e por parar de perder margem para o app.

O que observar nos próximos meses

Acompanhe se o piloto sai de Uberaba e Imperatriz. Se o modelo for para outras praças, a régua tende a ser a mesma: nota alta compra liberdade, nota baixa perde escolha. Preparar o score agora custa muito menos do que reagir quando o comunicado chegar na sua cidade.

Perguntas frequentes

Meu restaurante vai ser obrigado a usar motoboy do iFood?

Hoje, não — a obrigatoriedade vale só para Uberaba (MG) e Imperatriz (MA), e apenas para restaurantes com score 1 ou 2 no programa Super. Nas demais cidades nada mudou. Mas as duas praças são piloto para expansão nacional, então vale se preparar.

O que é a nota do programa Super?

É um score de 1 a 5 que o iFood calcula com base na sua operação: cancelamentos, atrasos, tempo de preparo e avaliações dos clientes. Diferente da média de estrelas, ele mede consistência. Você consulta no Portal do Parceiro, e agora ele define até sua autonomia de entrega.

Vale a pena migrar para a logística do iFood mesmo sem ser obrigado?

Depende da sua conta. Faz sentido quando você tem dificuldade de cobrir bairros distantes ou não consegue motoboy em pico. Não faz quando sua entrega própria já é barata e rápida em raio curto. Compare custo por pedido nos dois cenários antes de decidir.

Como diminuir a dependência do iFood?

Construindo canal direto: cardápio digital próprio, WhatsApp organizado e recompra com a base que você já tem. Não é abandonar o app — é deixar de depender só dele, para que mudança de regra na plataforma não decida o futuro do seu negócio.

Se quiser ajuda para subir sua nota e montar o canal direto antes que a regra mude na sua cidade, fale com a Up — é exatamente isso que fazemos com pizzarias, hamburguerias e restaurantes todo dia.

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