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[ iFood ] 16 set 2026 · Equipe Up Assessoria · 6 min de leitura

iFood vira app de tudo: o que muda no seu delivery

iFood Move reúne 12 mil pessoas e coloca mercado, farmácia e pet no mesmo app do seu restaurante. Veja o que muda na disputa por pedido e o que fazer agora.

iFood vira app de tudo: o que muda no seu delivery

O iFood vai reunir mais de 12 mil pessoas no iFood Move, nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo, e pela primeira vez o evento abre espaço para mercados, farmácias, bebidas, pet e conveniência. Na prática, o app onde você vende comida virou um app de tudo, e isso muda quem disputa a atenção (e o bolso) do seu cliente.

O que foi anunciado

Segundo a página oficial do iFood, o iFood Move acontece no São Paulo Expo, com mais de 100 palestrantes, mais de 70 horas de conteúdo e até 8 palcos simultâneos. A ANR confirma os mesmos números e informa ingressos em pré-venda a partir de R$ 649, além do palco Academia de Delivery e da entrega do Prêmio iFood de Super Restaurante.

A novidade que interessa ao dono de restaurante não está na programação, está no público. Esta é a primeira edição em que o iFood coloca no mesmo salão o food service e o varejo: supermercado, farmácia, bebidas, pet e loja de conveniência. É a confirmação pública de uma mudança que já estava acontecendo dentro do aplicativo.

Por que isso muda o jogo para o seu delivery

Quando o app era só de comida, a briga era entre você e as outras pizzarias, hamburguerias e restaurantes da sua região. Agora a briga é por espaço na tela e por lugar no orçamento da noite do cliente.

Três efeitos práticos:

  • A vitrine ficou mais concorrida. Banner, cupom e destaque na home passam a ser disputados também por mercado e farmácia, que têm verba de mídia muito maior que a sua.
  • O hábito de pedido muda. O cliente que abre o app para comprar cerveja ou remédio pode sair de lá com um lanche junto, ou pode montar um carrinho de mercado e cancelar o pedido de comida daquela noite.
  • O iFood vende cada vez mais serviço, não só pedido. A plataforma já monetiza crédito, maquininha e vale-refeição, como mostramos em iFood virou banco: o que crédito e VR mudam pro delivery. Quanto mais categorias, mais o app depende de vender ferramentas para o lojista.
AntesAgora
Você disputava com restaurantes da regiãoDisputa espaço com mercado, farmácia, pet e bebidas
Cliente abria o app com fomeCliente abre o app por vários motivos
Destaque na home era briga entre restaurantesDestaque tem concorrente com verba de varejo
Relação era pedido e comissãoRelação inclui crédito, maquininha, mídia e VR

5 ações para não perder pedido nessa nova disputa

1. Trate seu anúncio como leilão, não como taxa fixa. Com mais categorias comprando espaço, o custo por clique tende a subir. Revise o retorno por pedido antes de aumentar verba, do jeito que explicamos em anúncios no iFood valem a pena.

2. Ganhe a busca, não só a home. Quem procura "pizza" ou "hambúrguer" está com intenção de compra. Nome de item claro, foto boa e descrição bem escrita valem mais do que aparecer numa vitrine genérica. Vale revisar as 7 regras para organizar o cardápio digital.

3. Suba o ticket em vez de brigar por volume. Se o cliente vai dividir o gasto da noite entre mercado e restaurante, você precisa faturar mais em cada pedido que ganhar: combo, adicional e bebida na hora certa.

4. Construa canal próprio agora, não depois. Cada pedido pelo WhatsApp é um pedido que não depende de vitrine nenhuma. O caminho está em delivery próprio pelo WhatsApp, e é o que mais protege margem em ano de disputa entre plataformas.

5. Blinde a operação. Nota alta, tempo de preparo real e item disponível continuam sendo o que sustenta sua posição no app. Sem isso, verba de mídia só acelera o prejuízo. O checklist completo está em como vender mais no iFood.

Vale a pena ir ao evento?

Depende do seu momento. Com ingresso a partir de R$ 649, mais deslocamento e dois dias fora da operação, o custo real para quem não mora em São Paulo passa fácil de R$ 2 mil. Isso faz sentido para quem já tem operação estável e quer fechar negócio com fornecedor ou tecnologia. Para quem ainda opera no vermelho ou sem controle de custo, o mesmo dinheiro rende muito mais aplicado em foto de cardápio, embalagem e verba de mídia.

Nos restaurantes que a Up acompanha (Forneria Gourmet, Madonna Pizzas, Java's Burger, Templo do Kalzone, entre outros), o que destrava faturamento raramente é conteúdo de palco. É ficha técnica atualizada, cardápio bem montado e campanha rodando com número na mão.

O sinal por trás da notícia

Um app que abre as portas para mercado, farmácia e pet está dizendo uma coisa simples: a comida deixou de ser o centro do negócio dele. Continua sendo o centro do seu. Por isso a leitura correta não é "o iFood ficou maior", é "eu preciso ter cliente meu, fora do app, antes que a vitrine fique cara demais".

Delivery saudável em 2026 é aquele que usa o aplicativo como canal de aquisição e o WhatsApp como canal de recompra. Quem inverte essa ordem paga comissão para sempre pelo mesmo cliente.

Perguntas frequentes

Quando e onde acontece o iFood Move?

O evento acontece nos dias 16 e 17 de setembro, no São Paulo Expo, na capital paulista. A organização espera mais de 12 mil participantes, com mais de 100 palestrantes e mais de 70 horas de conteúdo distribuídas em até 8 palcos simultâneos, segundo a página oficial do iFood.

O iFood agora vende mercado e farmácia também?

Sim. Mercados, farmácias, bebidas, pet e conveniência já operam dentro do ecossistema do iFood, e esta é a primeira edição do evento que inclui oficialmente esses setores. Para o restaurante, isso significa mais concorrência por espaço de vitrine e pelo orçamento do cliente na mesma noite.

Isso vai aumentar minha comissão?

Não há anúncio de mudança de comissão ligado ao evento. O risco maior é indireto: com mais categorias disputando destaque, tende a ficar mais caro aparecer na vitrine e nos anúncios patrocinados. Acompanhe o custo por pedido dos seus anúncios mês a mês antes de aumentar verba.

O que eu faço hoje para me proteger?

Comece por três coisas: revise o retorno dos seus anúncios, arrume o cardápio para ganhar a busca por nome de prato e monte um canal de recompra no WhatsApp com a base de clientes que você já atendeu. Assim você depende menos da vitrine e mais do cliente que já te conhece.

Se quiser ajuda para montar essa estrutura no seu delivery, a Up trabalha exatamente com isso todos os dias.

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